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Anestesia em Cirurgia Urológica

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Klinikagem • MEDICINA INTERNA

Anestesia em Cirurgia Urológica

Atualizado em: 12 Mar 2026

Prescrição Anestésica

Dieta e Hidratação

1. Dieta zero segundo protocolo de jejum.

2. Ringer lactato ou SF 0,9% 500 mL EV até a indução.

Pré-anestésico

    1. Benzodiazepínico. Escolha uma das opções:
  • Midazolam 7,5-15 mg SL 30 minutos antes de ir para o centro cirúrgico ou 2,5-5 mg EV lentamente na sala de cirurgia;
  • Diazepam 10 mg SL 30 minutos antes da cirurgia ou 5 mg EV lentamente na sala de cirurgia.

Bloqueio Peridural

    1. Medicação anestésica. Escolha uma das opções:
  • Lidocaína 1 ou 2% (20 mL/frasco) até 7 mg/kg. Injeção única pelo cateter. Readministrar com metade da dose, se necessário;
  • Bupivacaína 0,5% (20 mL/frasco) até 3 mg/kg. Injeção única pelo cateter. Readministrar com metade da dose, se necessário;
  • Ropivacaína 1% (20 mL/frasco) até 3 mg/kg. Injeção única pelo cateter. Readministrar com metade da dose, se necessário.
    2. Opioide:
  • Morfina 2 mg pelo cateter peridural no início ou fim da cirurgia. Readministrar com a mesma dose após 12-24 horas, se necessário.

Raquianestesia

    1. Medicação anestésica. Escolha uma das opções:
  • Bupivacaína hiperbárica 0,5% (ampola com 5 mg/mL). Administrar 10-15 mg por via intratecal. Utilizada para procedimentos mais rápidos;
  • Bupivacaína isobárica 0,5% (ampola com 5 mg/mL). Administrar 20 mg por via intratecal. Utilizada para procedimentos mais prolongados.

Anestesia Geral

  • Realizar a anestesia geral de acordo com a preferência e a experiência do profissional, bem como com o estado clínico do paciente e a duração do procedimento.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésico comum e anti-inflamatório não esteroide (AINE): Escolha uma das opções:
  • Dipirona (ampola com 500 mg/mL) 300 mg/kg EV até de 4/4 horas;
  • Cetoprofeno (frasco com 100 mg) 100 mg EV, diluídos, até de 8/8 horas;
  • Piroxicam (frasco com 40 mg) 40 mg EV ou IM, diluídos, a cada 12 horas;
  • Tenoxicam (frasco com 20 mg) 20-40 mg EV, diluídos, a cada 12 horas.
    2. Opioide: Escolha uma das opções:
  • Tramadol (ampola com 50 mg/mL) 50 mg EV, diluídos em 100 mL de SF 0,9%, até de 4/4 horas (dose máxima: 400 mg/dia);
  • Morfina (ampola com 10 mg/mL) 2 mg pelo cateter peridural 12-24 horas após a última dose realizada no centro cirúrgico.
    3. Antiemético: Escolha uma das opções:
  • Dexametasona (ampola com 10 mg) 10 mg EV, diluídos em 100 mL de SF 0,9%, antes da cirurgia;
  • Ondansetrona (ampola com 4 mg) 4 mg EV, diluídos em 10 mL de água destilada, antes do procedimento;
  • Bromoprida (ampola com 10 mg) 10 mg EV, diluídos em 10 mL de água destilada, antes do procedimento;
  • Metoclopramida (ampola com 10 mg) 10 mg EV, diluídos em 100 mL de SF 0,9%, antes do procedimento.
    4. Antimicrobiano: Administrar antes da incisão e readministrar de acordo com a meia-vida de cada medicação. Escolha uma das opções:
  • Metronidazol (frasco com 5 mg/mL) 500-1.000 mg EV. Readministrar a cada 8 horas;
  • Ciprofloxacina (frasco com 2 mg/mL) 2 g EV. Readministrar 400 mg EV a cada 6-8 horas;
  • Cefazolina sódica (frasco liofilizado com 1 g) 2 g EV. Readministrar a mesma dose inicial a cada 3-4 horas;
  • Amoxicilina + clavulanato de potássio (frasco com 1.000 mg + 200 mg) 2 g EV. Readministrar a mesma dose inicial a cada 2 horas;
  • Ampicilina (ampola com 500 mg) 2 g EV. Readministrar a mesma dose inicial a cada 2 horas.[cms-watermark]

Outras Informações

As cirurgias urológicas têm sido cada vez mais realizadas, principalmente em virtude do avanço das técnicas laparoscópicas e endoscópicas. Esse progresso tecnológico também propicia o diagnóstico precoce das doenças urológicas mais graves, como o câncer de próstata, e a abordagem cirúrgica em casos anteriormente inoperáveis. [cms-watermark]

Grande parte dos pacientes urológicos tem idade mais avançada e apresenta comorbidades a serem analisadas, o que aumenta o risco cirúrgico. Por isso, a anestesia realizada nos procedimentos urológicos deve ser programada, considerando não apenas a doença de base, mas também, e principalmente, o estado físico de cada paciente. Neste conteúdo, serão abordadas as cirurgias urológicas mais frequentes e as mais extensas na população em geral.

Em cirurgias urológicas, é possível realizar tanto bloqueios espinhais como anestesia geral ou conjugar ambos os procedimentos. Em geral, estudos mostram que a realização de bloqueio peridural isolado ou conjugado à anestesia geral relaciona-se com menor necessidade de transfusão sanguínea peroperatória, maior controle hemodinâmico e analgesia pós-operatória mais duradoura, proporcionando deambulação precoce, alta hospitalar precoce e, consequentemente, redução do tempo de hospitalização com menor morbimortalidade.

A escolha da técnica anestésica baseia-se no tipo de cirurgia, nas comorbidades apresentadas pelo paciente e no estado geral de cada paciente em questão. Em geral, em cirurgias de regiões mais baixas, de curta duração e sem possibilidade de grandes sangramentos, opta-se pelo bloqueio espinhal peridural ou raquidiano. [cms-watermark]

A necessidade do cateter para analgesia é controversa, já que, em alguns tipos de cirurgias, as analgesias venosa e oral no pós-operatório são efetivas.

Por sua vez, em cirurgias de maior complexidade ou pacientes em estados mais graves, opta-se pela combinação de anestesia geral e bloqueio peridural com passagem de cateter e com manutenção do cateter no período pós-operatório, para controle mais eficaz da analgesia.

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