Tromboembolismo Pulmonar
Atualizado em: 29 Jan 2026
Prescrição Ambulatorial
Orientações ao Prescritor
- Recomendações:
- Em pacientes de baixo risco pelo Pulmonary Embolism Severity Score (PESI escore), sem comorbidades importantes e com baixo risco de sangramento, pode-se iniciar o tratamento diretamente com anticoagulante oral (DOAC), com tratamento e acompanhamento ambulatorial;
- A duração da anticoagulação oral depende da categoria de risco do paciente:
- TEP idiopático: Mínimo de 6 meses;
- TEP recorrente: Indefinido;
- Fator de risco temporário: 3 meses;
- Câncer em atividade: Indefinido, ou até resolução da doença (na prática, 5 anos);
- Trombofilias: Mínimo de 12 meses.
- Anticoagulantes e populações especiais:
- Câncer: Preferir HBPM ou inibidores do fator Xa;
- Trombocitopenia:
- Plaquetas ≥ 50.000 = anticoagulação plena em dose normal;
- Plaquetas < 50.000 = avaliar risco de sangramento versus risco trombótico (idade, sangramento maior recente, transplante de medula óssea, função plaquetária e coagulação, função renal e hepática, risco de quedas);
- Em geral, a anticoagulação é realizada em pacientes com câncer e plaquetas ≥ 25.000.
- Doença hepática e coagulopatia: Preferir HBPM. DOAC é contraindicado, se INR elevado em decorrência da insuficiência hepática; terapia com Varfarina e INR 2-3 pode não refletir o alvo terapêutico;
- Insuficiência renal ClCr < 30 mL/minuto: Preferir Varfarina ou HNF;
- Gestação: Preferir HBPM;
- Doença coronariana: Preferir Varfarina, Rivaroxabana, Apixabana ou Edoxabana. Eventos coronarianos parecem ser mais frequentes com Dabigatrana que com Varfarina;
- Dispepsia e histórico de sangramento gastrointestinal: Preferir Varfarina ou Apixabana. Dabigatrana aumenta dispepsia. Dabigatrana, Rivaroxabana e Edoxabana podem estar associadas a maior risco de sangramento gastrointestinal que a Varfarina.
Tratamento Farmacológico
- 1. Anticoagulação: Escolha uma das opções:
- Varfarina (1; 2,5; 5 mg/comprimido) 2,5-10 mg/dia VO às 18 horas; iniciar junto com a Heparina , que deverá ser mantida por, pelo menos, 5 dias, podendo ser interrompida quando o INR atingir o alvo em duas dosagens consecutivas, de 24/24 horas; seguir o controle com TAP 1,3-1,5x o valor de controle ou INR 2-3;
- Rivaroxabana (10, 15 ou 20 mg/comprimido) 15 mg VO de 12/12 horas, por 3 semanas (apenas no TEP), seguido por 20 mg VO 1x/dia (opção norte-americana);
- Apixabana (2,5 ou 5 mg/comprimido) 10 mg VO de 12/12 horas, por 7 dias, com manutenção de 5 mg VO de 12/12 horas;
- Dabigatrana (75, 110, 150 mg/comprimido) 150 mg VO de 12/12 horas (110 mg em idosos). Só fazer após 5 dias de anticoagulação com Heparina, mesmo em pacientes com baixo risco
- Edoxabana (30-60 mg/comprimido). Só fazer após 5 dias de anticoagulação com Heparina , mesmo em pacientes com baixo risco:
- ≤ 60 kg: 30 mg VO de 24/24 horas;
- > 60 kg: 60 mg VO de 24/24 horas.
- ≤ 60 kg: 30 mg VO de 24/24 horas;
Orientações ao Prescritor
- Pacientes com médio a alto risco devem ser hospitalizados para receber a terapia inicial;
- Uma vez iniciado o tratamento e mantida a estabilidade clínica, esses pacientes podem receber alta com anticoagulante oral ou subcutâneo;
- Pacientes renais crônicos com ClCr < 30 mL/minuto e gestantes devem ser tratados com Enoxaparina, de acordo com diretrizes internacionais.
Tratamento Farmacológico
- 1. Anticoagulação: Escolha uma das opções:
- Varfarina (1, 2,5, 5 mg/comprimido) 2,5-10 mg/dia VO às 18 horas; iniciar junto com a Heparina , que deverá ser mantida por, pelo menos, 5 dias, podendo ser interrompida quando o INR atingir o alvo em duas dosagens consecutivas, de 24/24 horas; seguir o controle com TAP 1,3-1,5x o valor de controle ou INR 2-3;
- Rivaroxabana (10, 15 ou 20 mg/comprimido) 15 mg VO de 12/12 horas, por 3 semanas (apenas no TEP), seguido por 20 mg VO 1x/dia (opção norte-americana);
- Apixabana (2,5 ou 5 mg/comprimido) 10 mg VO de 12/12 horas, por 7 dias, com manutenção de 5 mg VO de 12/12 horas;
- Dabigatrana (75, 110, 150 mg/comprimido) 150 mg VO de 12/12 horas (110 mg em idosos). Só fazer após 5 dias de anticoagulação com Heparina , mesmo em pacientes com baixo risco;
- Edoxabana (30-60 mg/comprimido). Só fazer após 5 dias de anticoagulação com Heparina , mesmo em pacientes com baixo risco. Em pacientes com menos de 60 kg: 30 mg VO de 24/24 horas; naqueles com mais de 60 kg: 60 mg VO de 24/24 horas;
- Enoxaparina 10 mg/mL (20 mg, 40 mg, 60 mg, 80 mg, 100 mg). 1 mg/kg SC de 12/12 horas.
Prescrição Hospitalar
Orientações ao Prescritor
- Em pacientes de baixo risco pelo PESI escore e sem comorbidades importantes, pode-se iniciar o tratamento diretamente com anticoagulante oral (Rivaroxabana e Apixabana), com tratamento e acompanhamento ambulatorial;
- Há controvérsias a respeito do início da terapêutica antes do diagnóstico confirmado. Sugere-se que, na dúvida, inicie-se o tratamento enquanto se aguarda sua confirmação;
- A duração da anticoagulação oral depende da categoria de risco do paciente:
- TEP idiopático: Mínimo de 6 meses;
- TEP recorrente: Indefinido;
- Fator de risco temporário: 3 meses;
- Câncer em atividade: Indefinido, ou até resolução da doença (na prática, 5 anos);
- Trombofilias: Mínimo de 12 meses.
Dieta e Hidratação
1. Dieta oral conforme aceitação e patologias.
2. Hidratação oral conforme tolerabilidade.
Tratamento Farmacológico
- 1. Anticoagulação (manter por 5-10 dias, a depender da gravidade. Posteriormente, mudar para a terapia ambulatorial): Controle pelo PTTa, mantido 2-3x o valor normal: Escolha uma das opções:
- Heparina não fracionada (25.000 unidades/5 mL) 5 mL + SF 0,9% 245 mL (concentração: 100 unidades/mL). 80 unidades/kg EV, seguido de dose de manutenção de 18 unidades/kg/hora EV em BI;
- Heparina de baixo peso molecular: Escolha uma das opções:
- Nadroparina (2.850 unidades/0,3 mL) 171 unidades/kg SC 1x/dia;
- Enoxaparina (10 mg/0,1 mL) 1 mg/kg SC de 12/12 horas (duração média do tempo de uso: 10 dias).
- 2. Se necessidade de reversão:
- Sulfato de protamina (50 mg/5 mL/5.000 unidades) Infundir sem diluição, na velocidade máxima de 5 mg/minuto;
- Se HNF: 1 mL de Protamina neutraliza 1.000 unidades de HNF (dose máxima: 50 mg/5 mL);
- Se HBPM: 1 mg de Protamina para cada 1 mg de Enoxaparina (neutraliza 50% da atividade). Associar plasma fresco congelado.
Profiláticos e Sintomáticos
- 1. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8 °C. Escolha uma das opções:
- Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
- Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
- Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até de 4/4 horas;
- Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
- Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
- 2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
- Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas;
- Metoclopramida (4 mg/mL) 50 gotas VO de 8/8 horas;
- Metoclopramida 10 mg VO de 8/8 horas;
- Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas;
- Bromoprida (4 mg/mL) 1-3 gotas/kg VO de 8/8 horas.
- 3. Proteção gástrica: Escolha uma das opções:
- Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV de 24/24 horas, pela manhã;
- Pantoprazol sódico 20-40 mg VO de 24/24 horas, em jejum;
- Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV de 24/24 horas.
Orientações ao Prescritor
- Contraindicações absolutas aos trombolíticos:
- AVE isquêmico recente (últimos 3 meses);
- Qualquer sangramento intracraniano prévio;
- Dano ou neoplasia do sistema nervoso central;
- Traumatismo craniano importante nos últimos 3 meses;
- Sangramento ativo ou diátese hemorrágica;
- Malformação vascular intracraniana conhecida;
- Dissecção aórtica aguda;
- Discrasia sanguínea presente.
- Contraindicações relativas aos trombolíticos:
- AVE isquêmico há mais de 3 meses ou qualquer outra doença intracraniana;
- Gestação;
- Uso corrente de Varfarina ou outros anticoagulantes;
- Sangramento recente < 2-4 semanas;
- Ressuscitação cardiopulmonar ou cirurgia de grande porte < 3 semanas;
- Hipertensão grave (> 180 x 110 mmHg);
- Punções não compressíveis;
- História de hipertensão crônica grave e descontrolada;
- Doença ulcerosa péptica em atividade;
- Uso prévio de estreptoquinase (apenas para estreptoquinase).
Dieta e Hidratação
- Dieta zero devido ao alto risco ventilatório.
- Hidratação venosa: Ringer lactato 20-30 mL/kg em 24 horas. Associar aporte de glicose nos pacientes em jejum.
Tratamento Farmacológico
Nos pacientes com contraindicação à trombólise, está indicada embolectomia cirúrgica ou por endovascular. A escolha da modalidade depende da expertise do local e da disponibilidade de material.
- 1. Trombólise: Escolha uma das opções:
- Alteplase (tPA) (50 mg/50 mL) 100 mg + SF 0,9% 100 mL. Administrar EV em 2 horas. Respeitar o máximo de 1,5 mg/kg de tPA; se emergência maior (ex.: PCR), 50 mg EV em bólus e 50 mg EV em 2 horas;
- Tenecteplase: Dose única por peso EV e em bólus:
- ≤ 60 kg: 30 mg;
- 61-69 kg: 35 mg;
- 70-79 kg: 40 mg;
- 80-89 kg: 45 mg;
- ≥ 90 kg: 50 mg.
- ≤ 60 kg: 30 mg;
- 2. Anticoagulação (manter por 5 a 10 dias, a depender da gravidade. Posteriormente, mudar para a terapia ambulatorial): Controle pelo PTTa, mantido 2-3x o valor normal: Escolha uma das opções:
- Heparina não fracionada (25.000 unidades/5 mL) 5 mL + SF 0,9% 245 mL (concentração: 100 unidades/mL). 80 unidades/kg EV, seguido de dose de manutenção de 18 unidades/kg/hora EV em BI. Preferível em pacientes instáveis hemodinamicamente;
- Heparina de baixo peso molecular: Escolha uma das opções:
- Nadroparina (2.850 unidades/0,3 mL) 171 unidades/kg SC 1x/dia;
- Enoxaparina (10 mg/0,1 mL) 1 mg/kg SC de 12/12 horas (duração média do tempo de uso: 10 dias).

- 3. Se necessidade de reversão:
- Sulfato de protamina (50 mg/5 mL/5.000 unidades). Infundir sem diluição, na velocidade máxima de 5 mg/minuto:
- Se HNF: 1 mL de Protamina neutraliza 1.000 unidades de HNF (dose máxima: 50 mg/5 mL);
- Se HBPM: 1 mg de Protamina para cada 1 mg de Enoxaparina (neutraliza 50% da atividade). Associar plasma fresco congelado.
Profiláticos e Sintomáticos
- 1. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8 °C. Escolha uma das opções:
- Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
- Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
- Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até de 4/4 horas;
- Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
- Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
- 2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
- Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas;
- Metoclopramida (4 mg/mL) 50 gotas VO de 8/8 horas;
- Metoclopramida 10 mg VO de 8/8 horas;
- Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas;
- Bromoprida (4 mg/mL) 1-3 gotas/kg VO de 8/8 horas.
- 3. Proteção gástrica: Escolha uma das opções:
- Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV de 24/24 horas, pela manhã;
- Pantoprazol sódico 20-40 mg VO de 24/24 horas, em jejum;
- Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV de 24/24 horas.
Cuidados
- Suporte respiratório e hemodinâmico:
- Suplementação de oxigênio sob máscara para manter SatO2 acima de 90%.
- Nos pacientes com choque e insuficiência respiratória, prosseguir com a intubação orotraqueal:
- Atentar para o risco de piora da instabilidade ao impor pressão positiva intratorácica, podendo acentuar a insuficiência de VD.
- Pacientes com hipotensão refratária à reanimação volêmica, deve ser iniciada Noradrenalina.
- Se choque obstrutivo, pode-se associar Dobutamina como inotrópico, a fim de aumentar a contratilidade miocárdica. Atentar ao risco de arritmias.
Outras Informações
Definição: O tromboembolismo pulmonar (TEP) causa uma obstrução em um grande vaso arterial que determina uma sobrecarga aguda do VD. Na grande maioria das vezes, as alterações eletrocardiográficas são inespecíficas, mas ajudam a estabelecer o diagnóstico de uma condição potencialmente grave.
Vários fatores de risco podem predispor um paciente a formar um trombo periférico, dentre eles neoplasias, cirurgia recente, trauma, imobilização, obesidade, tabagismo. A maioria vem dos membros inferiores. Esses trombos se desprendem, viajam pela circulação e impactam nos pulmões, onde podem causar infarto pulmonar, prejuízo da relação ventilação-perfusão e comprometimento cardiovascular abrupto pelo aumento da pós-carga do VD.
A apresentação clínica mais comum é a dispneia seguida de dor torácica do tipo pleurítica, tosse e, muitas vezes, observação de quadro de TVP concomitante. Pode haver hemoptise e no TEP mais intenso, síncope, choque circulatório e arritmias malignas. Além disso, deve-se atentar que muitos pacientes podem ser assintomáticos.
O resto da conduta está no Klinikagem
Diagnóstico diferencial, exames, tratamento e prescrição desta ficha — e mais 15.136 condutas. Criar conta leva um minuto e libera o acervo completo por 24 horas.
Ver a ficha completaSem cartão. Já tem conta? Entrar