Dengue
Atualizado em: 1 Out 2025
Prescrição Ambulatorial
Orientações ao Prescritor
- Conduta – Grupo A:
- Exames laboratoriais complementares a critério médico;
- Prescrever Paracetamol e/ou Dipirona;
- Não utilizar salicilatos ou anti-inflamatórios não esteroidais;
- Orientar repouso e prescrever dieta e hidratação oral.
- Conduta – Grupo B:
- Solicitar exames complementares:
- Hemograma completo obrigatório para todos os pacientes;
- Colher amostra no momento do atendimento;
- Liberar o resultado em até 2 horas ou, no máximo, 4 horas;
- Avaliar a hemoconcentração;
- Outros exames deverão ser solicitados de acordo com a condição clínica associada ou a critério médico;
- O paciente deve permanecer em acompanhamento e observação até o resultado dos exames;
- Prescrever hidratação oral conforme recomendado para o grupo A até o resultado dos exames;
- Prescrever Paracetamol e/ou Dipirona;
- Notificar o caso;
- Seguir conduta conforme reavaliação clínica e resultados laboratoriais.
- Paciente com hematócrito normal:
- Tratamento em regime ambulatorial com reavaliação clínica diária;
- Agendar o retorno para reclassificação do paciente, com reavaliação clínica e laboratorial diária, até 48 horas após a queda da febre ou imediata, na presença de sinais de alarme;
- Orientar o paciente para não se automedicar, permanecer em repouso e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou sinais/sintomas de alarme;
- Preencher “cartão da dengue” e liberar o paciente para o domicílio com orientações;
- Orientar sobre a eliminação de criadouros do Aedes aegypti.
- Paciente com surgimento de sinais de alarme:
- Seguir conduta do grupo C.
Tratamento Farmacológico
O tratamento farmacológico se baseia no controle dos sintomas do paciente e em hidratação adequada.
- 1. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:
- Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
- Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
- Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até 4/4 horas;
- Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
- Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
- 2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
- Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV diluídos em água destilada até de 8/8 horas;
- Metoclopramida (4 mg/mL) 50 gotas VO de 8/8 horas;
- Metoclopramida 10 mg VO de 8/8 horas;
- Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas;
- Bromoprida (4 mg/mL) 1-3 gotas/kg VO de 8/8 horas.
- 3. Proteção gástrica: Escolha uma das opções:
- Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV de 24/24 horas pela manhã;
- Pantoprazol sódico 20-40 mg VO de 24/24 horas em jejum;
- Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV de 24/24 horas.
Tratamento Não Farmacológico
- 1. Hidratação: Manter a hidratação durante todo o período febril e por até 24-48 horas após a defervescência da febre:
- Em adultos: 60 mL/kg/dia, sendo 1/3 com solução salina e 2/3 com líquidos caseiros (água, suco, soro caseiro, chá e outros). Manter a hidratação durante todo o período febril e por até 24-48 horas após o desaparecimento da febre. Especificar o volume a ser ingerido por dia:
- Exemplo: Para um adulto de 70 kg, orientar (60 mL/kg/dia 4,2 L): Ingerir, nas primeiras 4-6 horas do atendimento, 1,4 L de líquidos e distribuir o restante nos outros períodos (2,8 L);
- Em crianças: Fracionar volume e ofertar aos poucos (< 2 anos: 1/4-1/2 copo de 200 mL/vez). Nas primeiras 4-6 horas do atendimento, considerar a oferta de 1/3 desse volume:
- < 10 kg: 130 mL/kg/dia;
- Entre 10-20 kg: 100 mL/kg/dia;
- > 20 kg: 80 mL/kg/dia.
2. A alimentação não deve ser interrompida durante a hidratação, e sim administrada de acordo com a aceitação do paciente. O aleitamento materno dever ser mantido e estimulado.
Cuidados
- Geral:
- De acordo com o hematócrito:
- Se resultado do hematócrito normal, deve-se proceder à reavaliação clínica e laboratorial diária até 48 horas do desaparecimento da febre;
- Se o hematócrito estiver alterado, deve-se pesquisar surgimento de outros sinais de alarme, além do aumento do hematócrito e conduta como no grupo C.
- Preencher e entregar ao paciente o cartão de acompanhamento das arboviroses.
- Não interromper a alimentação.
- Antieméticos e anti-histamínicos SOS.
- Não prescrever Ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios não esteroidais como analgésicos ou antitérmicos.
- Notificar o caso.
- Se paciente do grupo A:
- Orientar retorno para reavaliação clínica no dia de melhora da febre (início de fase crítica) ou no 5o dia, caso a febre não cesse.
- Orientar retorno antecipado em caso de sinais de alarme, com instruções escritas para casa.
- Se paciente do grupo B: Pacientes com sangramento espontâneo (petéquias) ou induzido (prova do laço positiva) e/ou população suscetível; portadores de doenças crônicas ou de risco social aumentado; gestantes, idosos e crianças menores de 2 anos:
- Devem ser submetidos a reavaliação clínica e laboratorial diária até 48 horas depois do desaparecimento da febre.
- Também devem ser orientados ao retorno imediato, caso surjam sinais de alarme.
Prescrição Hospitalar
Orientações ao Prescritor
- Sinais de alarme: Presença de um ou mais dos seguintes sintomas:
- Dor abdominal intensa e contínua;
- Vômitos persistentes;
- Acúmulo de líquidos: ascite, derrame pleural e pericárdico;
- Hipotensão postural e/ou lipotimia;
- Hepatomegalia > 2 cm abaixo do rebordo costal;
- Sangramento de mucosa;
- Letargia e/ou irritabilidade;
- Aumento progressivo do hematócrito.
- Conduta:
- Iniciar a reposição volêmica imediata (reposição volêmica com 10 mL/kg de SF 0,9% na primeira hora), independente do nível de complexidade, inclusive durante eventual transferência para uma unidade de referência, mesmo na ausência de exames complementares;
- Exames complementares obrigatórios: Hemograma completo; dosagem de albumina sérica e transaminases;
- Exames de imagem: Radiografia de tórax (PA, perfil e incidência de Laurell) e ultrassonografia de abdome;
- Proceder à reavaliação clínica (sinais vitais, PA, avaliar diurese): Desejável 1 mL/kg/hora após 1 hora; manter a hidratação de 10 mL/kg/hora, na segunda hora, até a avaliação do hematócrito, que deverá ocorrer em 2 horas (após a etapa de reposição volêmica), sendo o total máximo de cada fase de expansão 20 mL/kg em 2 horas para garantir administração gradativa e monitorada;
- Se não houver melhora do hematócrito ou dos sinais hemodinâmicos, repetir a fase de expansão até três vezes. Seguir a orientação de reavaliação clínica (sinais vitais, PA, diurese) após 1 hora e de hematócrito em 2 horas (após conclusão de cada etapa);
- Se houver melhora clínica e laboratorial após a(s) fase(s) de expansão, iniciar a fase de manutenção (vide adiante);
- Se não houver melhora clínica e laboratorial conduzir como grupo D;
- Exames para confirmação de dengue são obrigatórios para os pacientes do grupo C, mas não são essenciais para a conduta clínica;
- Prescrever Paracetamol e/ou Dipirona;
- Notificar o caso;
- Após preencher os critérios de alta, o retorno para reavaliação clínica e laboratorial segue orientação conforme grupo B.
Dieta e Hidratação
1. Dieta oral livre ou zero (em caso de impossibilidade de se alimentar).
- 2. Hidratação (acesso venoso calibroso):
- Fase de expansão:
- SF 0,9% 10 mL/kg na primeira hora. Manter a hidratação de 10 mL/kg na segunda hora (enquanto aguarda exames). Respeitar hidratação máxima de 20 mL/kg nas primeiras 2 horas;
- Se resposta inadequada: Repetir fase de expansão até três vezes. Se persistência, tratar como grupo D;
- Fase de manutenção: Iniciada após resposta adequada da fase de expansão (sinais vitais e diurese):
- Primeira fase: SF 0,9% 25 mL/kg em 6 horas (se melhora, seguir para segunda fase; se piora, conduzir como grupo D);
- Segunda fase: SF 0,9% 25 mL/kg em 8 horas, sendo 1/3 com SF e 2/3 com SG.
Tratamento Farmacológico
- 1. Controle da hemorragia: Se indicado, considerar hemotransfusão. Escolha uma das opções ou associe-as conforme a necessidade clínica:
- Concentrado de hemácias: 10-15 mL/kg/dia EV (1 unidade a cada 60-120 minutos);
- Plasma fresco concentrado: 10 mL/kg EV;
- Crioprecipitado: 1 unidade para cada 5-10 kg EV;
- Vitamina K (2 mg/0,2 mL) 1-5 mg EV de 12/12 horas até normalização do tempo de protrombina;
- Concentrado de plaquetas: 1 unidade para cada 7-10 kg EV (velocidade máxima de 20-30 mL/kg/hora).
Profiláticos e Sintomáticos
- 1. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:
- Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
- Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
- Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até 4/4 horas;
- Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
- Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
- 2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
- Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV diluídos em água destilada até de 8/8 horas;
- Metoclopramida (4 mg/mL) 50 gotas VO de 8/8 horas;
- Metoclopramida 10 mg VO de 8/8 horas;
- Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas;
- Bromoprida (4 mg/mL) 1-3 gotas/kg VO de 8/8 horas.
- 3. Proteção gástrica: Escolha uma das opções:
- Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV de 24/24 horas pela manhã;
- Pantoprazol sódico 20-40 mg VO de 24/24 horas em jejum;
- Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV de 24/24 horas.
Cuidados
- Durante a internação:
- Glicemia capilar de 4/4 horas.
- Cateter vesical de demora (se necessário) e anotar diurese (4/4 horas).
- Balanço hídrico:
- Atentar para indicadores de hidratação excessiva, como tosse de início súbito, dispneia, estertores crepitantes em bases pulmonares e terceira bulha;
- Manter a hidratação durante todo o período febril e por até 24-48 horas após o desaparecimento da febre.
- Realizar hemograma com contagem de plaquetas a cada 2 horas durante a fase de expansão volêmica.
- Instalar cateter nasogástrico em sifonagem e passar sonda nasoenteral para nutrição, se necessário (em casos de vômitos, impossibilidade de se alimentar).
- Repouso no leito:
- Deve permanecer em acompanhamento em leito de internação até estabilização – mínimo 48 horas.
- Não interromper alimentação.
- Alta após melhora dos sinais vitais, pressão arterial e diurese (> 1 mL/kg/hora) após, no mínimo, 48 horas de observação/internação hospitalar.
- Notificar o caso.
- Pós-alta hospitalar:
- Hidratação oral pós-alta: 60 mL/kg/dia, sendo 1/3 com solução salina e 2/3 com líquidos caseiros (água, suco, soro caseiro, chá e outros).
- Orientar para retorno em caso de sinais de alarme ou remissão da febre, com instruções escritas para casa.
- Não prescrever Ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios não esteroidais como analgésicos ou antitérmicos.
Orientações ao Prescritor
- Sinais de choque: Sangramento ou disfunção orgânica graves ou na presença de um ou mais entre os sinais de choque:
- Taquicardia;
- Extremidades distais frias;
- Pulso fino e rápido;
- Enchimento capilar lento (> 2 segundos);
- Pressão arterial convergente (< 20 mmHg);
- Taquipneia;
- Oligúria (< 1,5 mL/kg/hora);
- Hipotensão arterial (fase tardia);
- Cianose (fase tardia).
- Conduta:
- Realizar exames complementares obrigatórios: Hemograma completo, dosagem de albumina sérica e transaminases;
- Exames de imagem: Radiografia de tórax (PA, perfil e incidência de Laurell) e ultrassonografia de abdome;
- Os exames para confirmação de dengue são obrigatórios, mas não são essenciais para a conduta clínica.
Dieta e Hidratação
1. Dieta oral livre ou zero (em caso de impossibilidade de se alimentar).
- 2. Hidratação (acesso venoso calibroso):
- Fase de expansão:
- SF 0,9% ou Ringer lactato 20 mL/kg em até 20 minutos. Repetir fase de expansão até 3 vezes de acordo com avaliação clínica;
- Se resposta inadequada: Avaliar presença de hemorragia e coagulopatias e considerar hemotransfusão; considerar uso de expansores plasmáticos (Albumina) e inotrópicos (vide a seguir);
- Se resposta adequada: Retornar para a fase de expansão do grupo C: SF 0,9% 10 mL/kg na primeira hora. Manter a hidratação de 10 mL/kg na segunda hora (enquanto aguarda exames). Respeitar hidratação máxima de 20 mL/kg nas primeiras 2 horas;
- Fase de manutenção:
- Primeira fase: SF 0,9% 25 mL/kg em 6 horas;
- Segunda fase: SF 0,9% 25 mL/kg em 8 horas.
Tratamento Farmacológico
Escolha um dos esquemas ou associe-os conforme a necessidade clínica.
- Esquema A: Controle da hemorragia: Se indicado, considerar hemotransfusão . Escolha uma das opções ou associe-as conforme a necessidade clínica:
- Concentrado de hemácias: 10-15 mL/kg/dia EV (1 unidade a cada 60-120 minutos); considerar na presença de hemorragia;
- Plasma fresco concentrado: 10 mL/kg EV; considerar na presença de coagulopatias;
- Crioprecipitado: 1 unidade para cada 5-10 kg EV; considerar na presença de coagulopatias;
- Vitamina K (2 mg/0,2 mL) 1-5 mg EV de 12/12 horas até normalização do tempo de protrombina. Considerar na presença de coagulopatias;
- Concentrado de plaquetas: 1 unidade para cada 7-10 kg EV (velocidade máxima de 20-30 mL/kg/hora); considerar na presença de sangramento persistente não controlado, depois de corrigidos os fatores de coagulação e do choque, e com trombocitopenia e INR > 1,5x o valor normal.
- Esquema B: Expansores plasmáticos: Considerar quando hematócrito em ascensão apesar de reposição volêmica adequada. Escolha uma das opções:
- 1a escolha: Albumina 5% (5 g/100 mL) 25 mL 20% + 75 mL de SF 0,9% . Administrar 0,5-1 g/kg de Albumina;
- Alternativa: Coloides sintéticos 10 mL/kg/hora.
- Esquema C: Inotrópicos: Avaliar seu uso em vigência de choque com disfunção miocárdica associada. Escolha uma das opções:
- Dobutamina 5-20 microgramas/kg/minuto;
- Dopamina 5-10 microgramas/kg/minuto;
- Milrinona 0,5-0,8 microgramas/kg/minuto.
Profiláticos e Sintomáticos
- 1. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:
- Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
- Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
- Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até 4/4 horas;
- Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
- Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
- 2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
- Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV diluídos em água destilada até de 8/8 horas;
- Metoclopramida (4 mg/mL) 50 gotas VO de 8/8 horas;
- Metoclopramida 10 mg VO de 8/8 horas;
- Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas;
- Bromoprida (4 mg/mL) 1-3 gotas/kg VO de 8/8 horas.
- 3. Proteção gástrica: Escolha uma das opções:
- Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV de 24/24 horas pela manhã;
- Pantoprazol sódico 20-40 mg VO de 24/24 horas em jejum;
- Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV de 24/24 horas.
Cuidados
- Durante a internação:
- Glicemia capilar de 4/4 horas.
- Cateter vesical de demora (se necessário) e anotar diurese (4/4 horas).
- Balanço hídrico:
- Atentar para indicadores de hidratação excessiva, como tosse de início súbito, dispneia, estertores crepitantes em bases pulmonares e terceira bulha;
- Diminuir hidratação caso:
- Diurese normalizada;
- Término do extravasamento de plasma;
- Normalização de pulso, pressão e perfusão periférica;
- Redução do hematócrito na ausência de sangramento;
- Resolução dos sintomas abdominais;
- Manter a hidratação durante todo o período febril e por até 24-48 horas após o desaparecimento da febre.
- Não interromper alimentação (apenas se necessário).
- Reavaliação clínica a cada 15-30 minutos e de hemograma com contagem de plaquetas em 2 horas. Esses pacientes necessitam ser continuamente monitorados.
- Instalar cateter nasogástrico em sifonagem e passar sonda nasoenteral para nutrição, se necessário (em casos de vômitos, impossibilidade de se alimentar).
- Oferecer O2 em todas as situações de choque (em função da tolerância e da gravidade):
- Cateter;
- Máscara;
- CPAP nasal;
- Ventilação não invasiva;
- Ventilação mecânica.
- Esses pacientes devem permanecer em acompanhamento em leito de UTI até estabilização (mínimo 48 horas); após estabilização, permanecer em leito de internação:
- Alta da terapia intensiva após melhora dos sinais vitais, pressão arterial e diurese (> 1 mL/kg/hora); após, no mínimo, 48 horas de internação em CTI, com seguimento do tratamento em unidade de internação e posterior alta domiciliar se mantida a melhora.
- Repouso no leito.
- Notificar o caso.
- Pós-alta hospitalar:
- Hidratação oral pós-alta: 60 mL/kg/dia, sendo 1/3 com solução salina e 2/3 com líquidos caseiros (água, suco, soro caseiro, chá e outros).
- Orientar para retorno em caso de sinais de alarme ou remissão da febre, com instruções escritas para casa.
- Não prescrever Ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios não esteroidais como analgésicos ou antitérmicos.
Outras Informações
Definição: Conjunto de doenças com características similares que são transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya.
Conjunto de doenças virais, com sintomas semelhantes, transmitidas por mosquitos. Nas cidades brasileiras, o principal mosquito responsável pela transmissão é o Aedes aegypti, e as principais doenças são dengue, zika e chikungunya.
As arboviroses são um conjunto de doenças diferentes, cada uma causada por um vírus. Assim, a dengue é causada pelo vírus dengue (DENV), a zika, pelo vírus zika (ZIKV) e a chikungunya, pelo vírus chikungunya (CHIKV).
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